Bambu Ecológico
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Sobre
Nascido em SP no inverno dos caranguejos de 1966, sob a regência rebelde do Cavalo de Fogo, o poder do Dragão Harmônico Vermelho, kim nº 1 dos Maias, filho de Ogum, o santo ferramenteiro e general dos exércitos, na pátria mãe de todos, a África. Com esta configuração globo astrológica, vim ao mundo ...
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A Inteligência Artificial (IA) tem se tornado cada vez mais presente em nossas vidas, seja no uso de assistentes virtuais em smartphones, sistemas de reconhecimento facial em aeroportos ou em programas de previsão do tempo. Uma das ferramentas mais promissoras da IA é o chatbot, um programa que utiliza técnicas de inteligência artificial para interagir com usuários de forma natural e automatizada. O Chat-openai (https://chat.openai.com/) é um exemplo de chatbot baseado em IA desenvolvido pela OpenAI. Com uma interface simples e intuitiva, ele é capaz de entender a linguagem natural dos usuários e fornecer respostas precisas e relevantes em questão de segundos. O Chat-openai é uma ferramenta destinada a qualquer pessoa que busque informações precisas e em tempo real sobre qualquer assunto. Seja para tirar dúvidas sobre um produto ou serviço, obter informações sobre um determinado tema ou simplesmente conversar, o Chat-openai pode ser uma solução rápida e eficiente. Uma das principais funções práticas do Chat-openai é a sua capacidade de aprender e evoluir com o tempo. Isso significa que, quanto mais interações ele tiver com os usuários, mais ele será capaz de compreender e responder de forma precisa e adequada às perguntas e solicitações dos usuários. Outra função importante do Chat-openai é a possibilidade de integrá-lo a sistemas de atendimento ao cliente, permitindo que empresas possam oferecer um atendimento personalizado e eficiente aos seus clientes. Além disso, o Chat-openai pode ser utilizado em diversas áreas, desde o setor de saúde, auxiliando médicos no diagnóstico e tratamento de pacientes, até o setor financeiro, ajudando clientes a realizar transações e investimentos. Em resumo, o Chat-openai é uma ferramenta poderosa e versátil que utiliza a inteligência artificial para oferecer respostas precisas e em tempo real aos usuários. Com sua capacidade de aprendizado e integração a outros sistemas, ele é capaz de atender às mais diversas demandas, tornando-se uma ferramenta essencial em diversos setores e aplicações.
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Passando pra divulgar essa pesquisa P. das Galáxias...
https://ciagro.institutoidv.org/ciagro/uploads/1753.pdf
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São Thomé das Letras é uma cidade do Sul de Minas Gerais, situada a 1440m de altitude e aproximadamente a 300km das capitais de MG, SP e RJ. A região foi originalmente ocupada pelo índios Caraguases que habitavam as grutas e encostas rochosas e segundo uma das lendas, um jesuíta passou a habitar a gruta onde existem inscrições rupestres em forma de letras, o qual era devoto do Apóstolo São Tomé e levava consigo uma imagem do santo a quem os Caraguases se dirigiam como “Sumé!” em tom de reverência, em agradecimento ao auxílio prestado pelo peregrino. Acredita-se que com a passagem da expedição de Fernão Dias em busca do ouro, essas populações tenham sido dizimadas e a imagem esquecida na gruta no final do séc. XVII, por um dos expedicionários. Diz outra lenda que um escravo de nome José Antão teria fugido da senzala e se abrigou na gruta, encontrando a estátua e a aparição de uma pessoa de trato fino que o obrigou a levar uma mensagem escrita para o seu antigo senhor, na qual ordenava a alforria do escravo analfabeto. O fazendeiro prendeu o escravo, guardou a imagem e se dirigiu a gruta quando lá encontrou a estátua deixada na fazenda e não havia sinal de ninguém. Foi então que em 23 de março de 1770, João Francisco Junqueira libertou José Antão e pediu ao padre para erguer uma capela, onde se formou um povoado que em 1785 era denominado, Freguesia de Nossa Senhora da Conceição, recebe a igreja da Matriz com obras do discípulo de Aleijadinho, José da Natividade e ninguém mais falou do santo e nem da imagem milagrosa. Em 30 de agosto de 1966, foi ratificada a Lei Estadual 2.764 e São Thomé das Letras assume a condição de município. A cidade compõe os circuitos turísticos da Estrada Real, Montanhas e Serras da Mantiqueira, sendo visitada desde a década de 1970, quando os primeiros hippies se instalaram na região e é um dos 30 destinos turísticos mais importantes do estado atualmente. A economia é baseada na agropecuária, extração mineral de pedras e o turismo. Com uma população estimada de 7.151 habitantes (IBGE 2021), em 2020, a proporção de pessoas ocupadas em relação à população total era de 21,4% e o salário médio mensal era de 1,4 salários mínimos. Em 2010, a população sem emprego formal tinha rendimentos de até 1/2 salário, com variações de 1/4 e até 1/8, somando 36,6% da população (dados não atualizados). O PIB per capita foi de R$15.920,53 com 16,8 milhões das receitas de fontes externas (93%) e despesas de 15,7 milhões (IBGE 2017), está em 569º lugar entre os 853 municípios do estado, numa das regiões mais belas do país onde a circulação de pessoas, bens e serviços é bastante expressiva. A exploração da pedra São Tomé representa 90% das exportações minerais de quartzo folhado no Brasil e empregava no setor, apenas em São Tomé mais de 2.000 pessoas, segundo artigo publicado na Revista Saúde Ocupacional, São Paulo 2011, em um estudo realizado com trabalhadores onde aproximadamente 20% apresentavam Silicose, uma pneumopatia ocupacional grave. Com uma extensão territorial de 369km², integra a bacia do Rio Grande e a sub-bacia do Rio Verde possuindo duas APAs (Área de Proteção Ambiental), a APA do Cantagalo instituída em 1994 e a APA São Thomé em 2003 que se sobrepõe numa área de aproximadamente 10.000 hectares, abrigando as nascentes do Rio Caí, Córrego Marcelina e Ribeirão Cantagalo que desaguam no Rio do Peixe, que por sua vez recebe o esgoto coletado de 79% dos domicílios (IBGE 2021), o que é considerado adequado. A área rural, que corresponde a maior visitação turística, não possui um plano diretor de ocupação, havendo domicílios improvisados, agro-indústrias, hotéis, restaurantes, pousadas, com a captação de água e o esgotamento sem um estudo apropriado. A urbanização descontrolada, com animais domésticos que ameaçam a fauna nativa, a produção de resíduos sólidos assim como o uso indiscriminado de lenha e madeira coletada nas matas, configuram um impacto ambiental grave, além das lavouras de soja e café que se espalham pela região, somados aos danos causados pela mineração. Segundo regulamentação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) Lei 9.985 de 2000, o plano de manejo de unidades de conservação deveria ser elaborado num prazo de cinco anos a partir da sua criação, no entanto, até hoje não foi regulamentado no município. O elevado índice de visitação pode triplicar a população em um fim de semana, a especulação imobiliária, o aumento de condomínios residenciais e o crescente êxodo urbano, notado nos grandes centros principalmente de jovens entre 18 a 30 anos, faz com que a população fixa não declarada aumente exponencialmente, principalmente nos últimos anos, com a COVID-19, cujo o levantamento feito pelo IBGE, a ser publicado, não consegue apurar devido a constante flutuação e/ou a declaração em outro domicílio. A forma de ocupação territorial em uma APA, necessita de um regimento que considere os aspectos relacionados aos impactos causados à área protegida em função do uso que dela se faz. A proteção dos recursos naturais existentes, assim como o acesso e a distribuição, inclusive financeira, sobretudo quanto a água e o saneamento, deve ser feita pelo gestor público, aplicando as normas já existentes para todo o país. Na falta de gestores públicos, seja por incompetência ou insuficiência de recursos (sic..), cabe à sociedade organizada tomar as rédeas do que, neste caso, trata da sua própria existência, como residentes e empreendedores (sic...). Essa conta não se faz de números, faz-se de consciência. E este é apenas um dos paraísos imaginários desta nação.
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Poliuretanos, são polímeros, moléculas menores que se combinam quimicamente para formar moléculas longas e ramificadas. São exemplos de polímeros, todos os plásticos conhecidos. Policarbonato (PC), Policloreto de vinilo ou cloreto de polivinila (PVC), Poliestireno (PS), Polipropileno (PP), Polietileno Tereftalato (PET), Plexiglas ou acrílico (PMMA) e os poliuretanos (PU). A popularização desses materiais, permitiu à sociedade produtiva, criar inúmeras formas de aplicação, para um infinidade de artigos que estão presentes praticamente em todo o planeta, seja como objeto de uso ou como resíduo descartado. Um estudo conduzido pelo WWF em 2017, apontou que sete países produzem juntos quase 300 milhões de toneladas de resíduos plásticos por ano, o primeiro foi EUA com 70mi e 34% de reciclagem, seguido pela China 54mi-21%, Índia 19mi-5%, o Brasil com 12mi e míseros 1,28% reciclados, Indonésia 9mi-3%, Rússia 8mi-3%, Alemanha 8mi-37%, Reino Unido 7mi-31%, Japão 7mi 5%, Canadá 6mi 21%. Metade de todos os plásticos que poluem o mundo, foram produzidos a partir do ano 2000 e 75% de todo o plástico já produzido, foi descartado. Alguns plásticos podem levar de 200 a 500 anos para se decompor na natureza. O Poliuretano compreende uma cadeia de unidades orgânicas unidas por ligações uretânicas, compostos orgânicos que compartilham de um mesmo grupo funcional (-NH(CO)O-). É largamente utilizado em tintas, impermeabilizantes, espumas rígidas e flexíveis, adesivos de alto desempenho, compósitos de fibras, preservativos, carpetes, elastômetros e peças de plástico rígido, dentre muitas outras. A sua criação é atribuída ao químico alemão Otto Byer, no início da segunda guerra mundial, em substituição a borracha utilizada em máquinas e armamentos. Sua composição é obtida a partir de um poliol, como o óxido de propileno, óxidos de propileno/etileno, óxido de tetrametileno e glicóis (PPG’s), combinados com um catalisador orgânico à base de isocianatos, que provoca uma reação de policondensação. É geralmente complementada com a adição de elementos voláteis, como a acetona, cloreto de metileno e fluorocarbonetos. Substâncias tóxicas, derivadas do petróleo, poluentes e cancerígenas. O PU Vegetal, é também uma criação de Otto Byer na década de 1940 (quem cria o veneno tem sempre um antídoto), no entanto, só foi sintetizado comercialmente em 1994, na Universidade de São Carlos-SP, no Brasil, pelo professor de química Gilberto Chierice. Atendendo uma demanda da ELETROBRÁS, o prof. Chierice criou a patente do primeiro elastômetro vegetal da história, que foi vendida para a empresa e utilizados nos cabeamentos subterrâneos, com durabilidade e resistência muito superiores aos convencionais, produzidos com o PU mineral. Com o dinheiro arrecadado, o prof. Investiu tudo em um laboratório na universidade e se dedicou a pesquisas com o pu vegetal, na produção de próteses ósseas humanas, em substituição ao titânio e outros metais, utilizados até hoje. A pesquisa do prof Chierice foi desencadeada, juntamente com a do Biodiesel, desenvolvida na mesma universidade e que utiliza o óleo de mamona (Ricinus Communis L.) como componente fundamental. O poliol da mamona, combinado com o MDI, uma classe de isocianatos mais elaborados, que permitem maior liberdade nas formulações, produzindo um polímero de alta resistência, preservando as características bactericida e fungicida, inerentes à mamona, Ricinus Communis L., que tem os ácidos graxos, muito semelhantes às gorduras do ser humano criando uma harmonia que inibe qualquer rejeição à prótese implantada. Os PU’s desenvolvidos pelo prof. Chierice, aplicados à biomedicina, eram produzidos pela Poliquil, uma empresa também criada por este gênio da inovação na cidade de Araraquara-SP, passando a ser compartilhados, à título de pesquisa, com outros cientistas do mundo. A inovação tecnológica apresentada e comprovada com inúmeros testes em países como Argentina e Chile, foi batizada nos EUA pelo Food and Drug Administration (FDA), de RG Kryptonite, numa referência ao Super Homem, o herói do planeta Krypton, que em 1938, viajou para a Terra em partículas de cristais para salvar o nosso planeta das idiotices da raça humana, nas HQ de Joe Shuster e Jerry Siegel. Próteses ósseas biônicas, reconstituição craniana de poli traumatizados e no rejuvenescimento da pele por meio de micro, filetes implantados sob a derme flácida, a sua utilização no Brasil é ainda incipiente, apesar da importância da descoberta e centenas de teses publicadas pelo mundo, vinha sendo aplicado em trabalhos como o do Instituto do Coração INCOR-USP, onde foi criado um órgão funcional extracorpóreo e portátil, para melhorar a qualidade de vida de pacientes à espera de um implante. A regulamentação e a adoção deste material no mercado mundial, encontra barreiras que nem mesmo o Super Homem conseguiu derrubar, a burocracia de órgãos regulamentadores do Brasil, como a ANVISA, que leva em média três anos para emitir um Certificado de Boas Práticas de Fabricação, até hoje não deferiu o pedido solicitado (dados IPEA 2006). Nos EUA , os derivados da mamona são rigorosamente controlados, devido a Ricina, considerada uma das mais potentes toxinas de origem vegetal até hoje encontrada, a proteína do poder, do Antrax. O prof. Chierice afirmava que o óleo da mamona é um recurso natural valioso, “é como arar a terra com um Rolls-Royce”, dizia. Considerava um desperdício a sua utilização na produção do biodiesel, podendo para isso, utilizar óleos menos nobres, como o da soja ou amendoim. Faleceu aos 75 anos em 2019 e, como aposentado, criou ainda a Pílula do Câncer. Os derivados da mamona são velhos conhecidos da humanidade, na técnica de mumificação do antigo Egito e como combustível das lamparinas dos escravos na Índia, o óleo é atualmente utilizado na composição de cosméticos, pomadas bactericidas e fungicidas, suplemento nutricional para plantas e animais, graxas, adesivos e lubrificantes automotivos. O Brasil, que já fora o maior produtor de óleo de mamona do mundo, encontra-se hoje na terceira posição, com 6% da produção mundial, dominada pela China e Índia, celeiro de produção dos países “desenvolvidos”, que ditam o que pode ou não ser produzido para consumo no planeta. Encontram-se ainda no Brasil, na região de São Carlos, zona Oeste do Estado de São Paulo, algumas pequenas empresas criadas e inspiradas pela garra e entusiasmo do prof. Chierice, investindo na produção de PU’s Vegetais para a construção civil que são utilizados como impermeabilizantes nas mais diversas aplicações, pisos industriais, coberturas, tanques de tratamento de esgoto (ETE’s), armazenamento de água potável, adesivos e espumas de alta densidade utilizadas em juntas de dilatação, blocos de modelagem e colagens dos mais diversos tipos. Diversas aplicações vem sendo pesquisadas e aplicadas na composição de aglomerados de fibra, na madeira em substituição aos vernizes, adesivos para laminados, papelão, embalagens, etc, e permite o seu uso em qualquer segmento ocupado pelos PU’s minerais convencionais. São biodegradáveis em até 30 anos, atóxicos e sustentáveis. Há oito anos, realizo pesquisas com o uso deste produto que ainda só é fabricado no Brasil, na impermeabilização e colagem do Bambu. O produto garante resistência ao intemperismo, não propaga chamas e diferente dos produtos similares, vernizes e adesivos de origem mineral, não tem cheiro e não necessita de manutenção periódica a cada ano. A sua competitividade no mercado é agravada pela falta de insumos nacionais, como o MDI, que é importado, pois a única fabricante do mundo, a Basf, encerrou suas atividades no país. Este artigo, é um apelo aos habitantes deste planeta, sobretudo os brasileiros, que tem a obrigação de conhecer, defender e difundir o uso, estimulando a sua produção e acessibilidade. Com agradecimentos especiais a Imperveg Polímeros Vegetais e Kehl Coat pelo apoio na distribuição de amostras para estudos, pioneirismo, coragem e resiliência às intempéries, vícios e o desmantelo da política nacional nas últimas décadas. Uma singela e justa homenagem ao professor doutor Gilberto Orivaldo Chierice (1943–2019), que gradativamente tem a sua memória apagada pela borracha da ignorância.
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O bambu é um dos vegetais mais antigos do planeta e considerado o biomaterial mais utilizado pela humanidade. Paleontólogos afirmam ter sido o bambu a dieta principal dos dinossauros no período Cretáceo há mais de 100 milhões de anos. Em 2019, cientistas da Índia obtiveram provas fósseis de duas novas espécies de bambu, datadas do período Oligoceno (25 milhões de anos). Essa descoberta coloca a Índia como berço do bambu, em vez da China, como se acreditava anteriormente. Para compreender a importância desta descoberta, imagine que o bambu vem aprimorando a estrutura genética ao longo de sua existência, para resistir às drásticas mudanças climáticas e significativas catástrofes enfrentadas pelo planeta. Além disso, foi testemunha do surgimento e ferramenta do desenvolvimento da humanidade. Podemos dizer que esta planta foi fundamental para o desenvolvimento humano, pois ele serviu de alimento e abrigo por milhares de anos antes da evolução da agricultura e a introdução de outras espécies. Também eram feitos de bambu instrumentos de armazenamento, artefatos, embarcações, combustíveis variados e engrenagens dos mais diversos tipos. São raros os fósseis de utensílios de bambu no estudo da arqueologia, justamente por sua natureza renovável. No entanto, é possível datar a sua aparição em contato com o ser humano há 400 mil anos, como artefato de fricção para produzir o fogo e, há 3.000 anos na China como o Livro das Mutações, o “I Ching” — formado de feixes de ripas amarradas pelas pontas, pois o papel ainda não havia sido inventado. Embora largamente utilizadas, as construções feitas de bambu não foram preservadas por longos períodos, mas sabe-se que o Taj Mahal, na Índia, edificado em 1653 tem a sua cúpula feita de bambu, sendo talvez a obra estrutural mais antiga já identificada. É possível encontrar nas províncias do Japão, Vietnã, China, Índia e Indonésia, construções camponesas com mais de 100 anos. O bambu é conhecido como o maior sequestrador de CO2 da atmosfera em todo o reino vegetal, e por ter um ciclo de vida curto, que varia entre 10 e 20 anos, precisa ser utilizado em todas as suas fases de vida, propiciando assim o manejo adequado para o melhor aproveitamento da cultura. Indivíduos velhos consomem a energia necessária para o desenvolvimento dos mais jovens e a ausência de luz faz com que o crescimento seja interrompido, gerando deformações e matéria prima inútil para manufaturas. Sendo característica das plantas, assim como de todos os seres vivos que, quando morrem liberam na atmosfera novamente todo o carbono armazenado, é preciso fixar este carbono colhendo os indivíduos maduros e transformando-os em utensílios de vida mais prolongada. Mas, por ser um material orgânico, a sua decomposição também é rápida e este teria sido talvez o maior desafio da humanidade, conservar as obras de bambu pelo maior tempo de vida possível. Para se ter uma ideia da magnífica interação do bambu com o mecanismo de auto gestão do planeta, esta foi a única espécie vegetal que brotou espontaneamente após a catástrofe ambiental de 1945, causada pelas bombas atômicas lançadas pelos EUA em Hiroshima e Nagazaki no Japão. Ou seja, o bambu sinalizou que a partir daquele momento, haveria condições de regeneração da vida naquele lugar. O pensamento reducionista-mecanicista que separa as partes do todo e foi herdado de filósofos da Revolução Científica do século XVII, como Descartes e Newton, interferiu no processo de desenvolvimento sistêmico que é intrínseco da natureza e de todos os modelos de vida existentes no planeta. Assim como o corpo humano é constituído de órgãos que interagem entre si para manter a vida, da mesma forma são constituídas as plantas e os demais seres que interagem todos entre si e mantêm o fluxo harmônico da nossa existência. Os últimos séculos foram marcados por inúmeras demonstrações de esgotamento dos recursos naturais e da própria vida humana devido a este pensamento, e, especialmente no último século, o bambu tem sido apresentado aos povos do Ocidente já inserido nesta forma de utilização predadora. Isso rompe com uma tradição de povos antigos, que lhe atribuíam uma função filosófica primordial. No Oriente, são ensinadas Sete Lições do Bambu: 1- O bambu resiste à tempestade porque teve a grandeza e a humildade de se curvar diante dela, em respeito à sua natureza Divina; 2- O bambu tem raízes profundas, pois só assim é possível crescer e alcançar as alturas, demonstrando o respeito à ancestralidade; 3- O bambu vive em comunidade e cada indivíduo é responsável pela existência um do outro, ou seja, a cooperação leva ao sucesso; 4- A meta do bambu é o céu e por isso ele não cria galhos que possam atrapalhar a sua escalada e a dos seus irmãos. Ele não se apega à futilidades; 5- O bambu não tem ego — ele coleciona em seus nós todas as pedras e espinhos do caminho, aceitando sua imperfeição e ganhando sustentação para subir com as dádivas recebidas, em comunidade; 6- O bambu é oco, é vazio de si mesmo, é acolhedor, estando sempre disponível para receber o que vem de fora, sem se ressentir; 7- O bambu vive em busca das coisas do altíssimo, da PAZ e do BEM comum. O bambu, portanto, existe como se não tivesse razão de ser e com isso nos ensina a suprir todas as nossas necessidades básicas de forma colaborativa, para que em comunidade possam cada indivíduo apoiar e permitir a existência do outro em sua melhor performance. Aquele pensamento reducionista adotado nos últimos séculos, sintetizou e deturpou de forma repetitiva e mecânica todos os esforços que a Natureza e o ser humano, com toda a sua genialidade, construíram ao longo de suas existências de forma integrada. Com a revolução industrial, o ser humano passou a ser uma máquina reprodutiva e utilizou a natureza como matéria prima para todos os artifícios de morte em massa. No século XX, inúmeras mentes brilhantes notaram essa fragmentação destrutiva vinda da evolução das civilizações e produziram diversos trabalhos de reconstrução do pensamento sistêmico — que era natural de povos originários — , trazendo-o como uma das chaves para a solução dos problemas mais graves que acometem todas as sociedades do mundo atual. Seguem alguns exemplos: · O célebre cientista americano Carl Sagan, com a série de TV Cosmos, desvenda para a humanidade muitos dos mistérios do universo. Dentre os seus mais de 600 livros, em “O Mundo Assombrado pelos Demônios”, questiona as bases que pautam as sociedades modernas, sob a luz da ciência. · O físico austríaco Fritjof Capra em seu primeiro livro comercial, “O TAO da Física”, apresenta a ciência sob o ponto de vista filosófico, indo contra todos os conceitos que a regiam até então. Tornou-se, como escritor, o maior decodificador do pensamento sistêmico, criando teorias aplicáveis à resolução dos problemas econômicos e sociais da humanidade sob o olhar científico. Ele inspirou as teorias das conexões em rede e a apropriação e aplicação do conhecimento científico pelos próprios indivíduos, em prol das suas comunidades. · O sociólogo polonês Zygmunt Bauman e a sua Modernidade Líquida, refere-se ao estado de consciência volátil da pós-modernidade e expõe de forma límpida e clara como as sociedades de consumo com as suas ferramentas tecnológicas de mídias sociais, difundem uma quantidade gigantesca de informações, mas por causa do individualismo das práticas, nada ajudam na aplicação dos conhecimentos. · Influenciado pela complexidade do termo “Ecologia” (A palavra que deriva da junção grega Ökologie, eco (Oikos) Casa e logia (Logos) Estudo), criado pelo cientista alemão Ernest Haeckel em 1866, o filósofo francês Edgar Morin em 1977 publica sua sua grande obra “O Método”, criando o pensamento complexo onde fundamenta os Sete Pilares para a Educação do Futuro, os quais faço aqui uma interpretação livre e uma analogia com as 7 lições do bambu: 1- Partir da própria experiência de vida, receber as forças da natureza com humildade, respeito e interação, se curvar e viver o caminho; 2- Filtrar as fontes de informação, se orientar por bases sólidas e criar raízes; 3- Compreender a realidade tridimensional da condição humana, que interage com os demais seres ao seu redor e desenvolver o espirito comunitário; 4- Estabelecer empatia com o outro, compreender e aceitar a condição humana e não criar galhos que atrapalhem o desenvolvimento mútuo; 5- O conhecimento é mutável, as ações geram conflitos e incertezas, aprender com os erros e criar nós de sustentação, dissolver o ego e conquistar aliados; 6- Aceitar a complexidade dos fenômenos do tempo e do espaço, permanecer oco e vazio de certezas; 7- Adotar a ética como o limite da ação, respeitando a própria condição de um ser tridimensional, biológico, individual e social. Essa evidente sensação de coincidência que a leitura dos Sete Pilares produz quando comparadas com as Sete Lições do Bambu, é explicada pelo conceito de Arquétipo, que foi criado por outro grande influenciador desse século abençoado: o psiquiatra suíço Carl Jung. Este conceito se traduz como um modelo antigo a ser seguido, é como se algo representasse um protótipo ou remetesses antigas impressões sobre algo. Nesse sentido eu ouso declarar que o bambu é um arquétipo da humanidade. O século XXI abre as portas sob a luz dessas influências regeneradoras da condição humana na Terra. Do ponto de vista prático e transformador de realidades, o termo Permacultura, proposto pelo pesquisador e cientista naturalista australiano Bill Mollison, no início da década de 1970, representa um manual de instruções de como contemplar esses princípios com ações práticas no âmbito comunitário. A Permacultura é definida como um método holístico para planejar, atualizar e manter sistemas de escala humana ambientalmente sustentáveis, socialmente justos e financeiramente viáveis. Tamanha é a complexidade desta definição, que a humanidade levará ainda algumas décadas para a aplicação precisa do termo. Fortemente influenciada pelas ideias do filósofo e agricultor japonês, Masanobu Fukuoka, autor do livro “A Revolução de uma folha de Palha”, que apresenta o Método Fukuoka de agricultura ecológica, a Permacultura — que significa cultura permanente, foi muito além da agricultura. Ela reuniu uma diversidade de saberes e ensinamentos científicos e os ditos populares, sobre como agir equilibradamente em comunidades e tem influenciado várias gerações de pensadores da atualidade. Poder-se-ia dizer que a Permacultura é um sistema de harmonização de realidades. É um instrumento que permite reunir informações relevantes sobre uma situação a ser enfrentada e encontrar a solução mais harmônica a ser aplicada dentro dos princípios e conceitos da Ecologia, que por sua vez são sintetizados nos Sete Pilares da Educação Moderna e que eram ensinados há milênios nas Sete Lições do Bambu.
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Boro é um alienígena, raios cósmicos que explodiram contra a Terra se precipitando em cristais ultra resistentes quando em contato com o sal hidratado, o Boráx, Borato de sódio ou Tetraborato de sódio. É economicamente explorado como um mineral em mais de 150 compostos que variam de acordo com a geologia devido a oxidações, hidratados de cálcio, magnésio e pela atividade vulcânica. Possivelmente a força deste impacto de luz seja responsável pela vida vegetal e até humana na Terra pois o Boro é um elemento essencial para as plantas e está associado aos sete Elementos Ultratraços, um grupo de minerais presentes em todos os organismos e que exercem funções metabólicas até hoje desconhecidas. São eles o Arsênio, Boro, Flúor, Germânio, Lítio, Silício e o Vanádio, a concentração desses elementos é extremamente pequena nos organismos e a administração externa como suplemento, medicamento ou inseticida deve ser rigorosamente monitorada. A maior reserva de Boráx encontra-se na Turquia 63%, quase inexplorada e a maior mina comercial a céu aberto fica no EUA no deserto de Mojavi na Califórnia, responsável por 50% da produção mundial de Boratos que são utilizados na pesquisa aeroespacial para a construção de espaçonaves, como fibra de vidro, compostos cerâmicos, insumos agrícolas, medicamentos e inseticidas. A sua utilização é conhecida desde a Babilônia e atualmente o consumo mundial atingiu níveis tão altos que as reservas de Bórax do planeta, incluindo as da Tuquia, Chile, China, Bolívia, Alemanha, Peru, Rússia e Argentina, possam se esgotar em menos de 200 anos. A banalização do seu uso é tão alarmante que é possível encontrá-lo em altas concentrações por todos os lugares em rios, efluentes e lixões urbanos devido o uso generalizado na agricultura ou em forma de detergentes e pesticidas, promovendo a mortandade de inúmeras espécies de peixes e artrópodes como besouros, borboletas, centopeias e contaminando lençóis freáticos pelo descarte inadequado. Pesquisas indicam que o contato regular pode afetar o sistema reprodutor masculino de humanos, causando ainda irritações cutâneas e problemas respiratórios quando inalado. Ainda hoje assistia a um curso ao vivo sobre o tratamento do bambu para uso na construção e as melhores indicações eram o uso do Arsênio e do Boro. O instrutor dizia serem os mais eficazes cientificamente, com o menor prejuízo para os seres humanos e a natureza. Acho que ele nunca pesquisou nem na Wikipedia o que representam estes elementos, pra se ter uma ideia, a receita para o tratamento do bambu foi a de uma solução de 5% de Boráx diluído em água, o que representa a contaminação de uma pequena piscina de 500 litros com 25kg do pó milagroso, enquanto a recomendação para o uso seguro na correção do solo é de no máximo 3kg por hectare. Nesta toada ou o Boráx se acaba ou ele acaba com a gente e não restará nem meio ambiente.
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